Aqui já usei quase todo o meu repertório masoquista e desfiz boa parte das minhas ideias comunistas. Esse espaço é meu, mas desejei compartilhá-lo com o mundo, se você faz parte dele...Então seja muito bem vindo(a)!

domingo, 17 de janeiro de 2010

Fito-te - E o teu silêncio é uma cegueira minha.



O meu olhar é nítido como um girassol.

Tenho o costume de andar pelas estradas

Olhando para a direita e para a esquerda,

E de vez em quando olhando para trás...

E o que vejo a cada momento

É aquilo que nunca antes eu tinha visto,

E eu sei dar por isso muito bem...

Sei ter o pasmo essencial

Que tem uma criança se, ao nascer,

Reparasse que nascera deveras...

Sinto-me nascido a cada momento

Para a eterna novidade do Mundo...

Creio no mundo como num malmequer,

Porque o vejo. Mas não penso nele

Porque pensar é não compreender...



O Mundo não se fez para pensarmos nele

(Pensar é estar doente dos olhos)

Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...



Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...

Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,

Mas porque a amo, e amo-a por isso

Porque quem ama nunca sabe o que ama

Nem sabe por que ama, nem o que é amar...



Amar é a eterna inocência,

E a única inocência não pensar...



(Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos").

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Tempo


Sinto a dor, a dor de quem se sente inexistente, aquela que se chega a cada aniversário.
Choro em todos os invernos pela saudade que vem e que fica, dos dias de verão, do tempo que se foi.
E nesse choro, nesse pranto que me desalma vou andando e querendo que o tempo não pare. Porque parando viverei de um passado que desejo não lembrar mais, e andando perpassará a dor do ontem com a do hoje e assim ficarei eu sempre a lamentar.
E de lamento sei viver bem!

sábado, 5 de dezembro de 2009

O amor.

O Que é o amor senão o desejo de tomar para si aquilo que lhe é negado? Aquilo que não se tem...!

O amor que desejo vai além das projeções. Quero amar como se ama o amor e como diria Drummond: Amar se aprende amando.


O Candidato à vaga ...?
É surreal e mora num planeta tão tão distante Que nem eu mesma sei onde é!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

À espera


Estou à janela esperando o temporal passar. E com ele as águas levem toda dor que venho sentindo.

A enxurrada de tristeza que tomou meu coração seja levada para longe para nunca mais voltar.

Que o único sentimento que eu conheça agora seja a paz que só os corações seremos possuem.

E o amor...? Que ele exista algum dia para mim!

Ser-aqui.


Eu sou, sim eu sou um momento das relações em que vivo. E não estou sendo determinista ao afirmar isto! É inevitável para mim não experienciar tantos conflitos, já que o lugar onde vivo é pura contradição de ideias, de moralismo, de ética.

Como poderei eu não sofrer ante a tanta hipocrisia?

Não estou isenta das relações com meu semelhante e tal fato evidentemente me incomoda. Como ser Eu sem precisar do outro? Boa pergunta...Deixo-a para que vocês me respondam!