Aqui já usei quase todo o meu repertório masoquista e desfiz boa parte das minhas ideias comunistas. Esse espaço é meu, mas desejei compartilhá-lo com o mundo, se você faz parte dele...Então seja muito bem vindo(a)!

sábado, 4 de dezembro de 2010

101 coisas em 365 dias

1. Ser mais simpática com todos;

2. Postar pelo menos 03 vezes a cada mês no meu blog;

3. Passar um dia inteiro cuidando de uma criança;

4. Fazer todas as três refeições diárias nas horas certas durante o ano;

5. Comer arroz uma vez por semana o ano inteiro;

6. Parar de comer frango empanado por 06 meses;

7. Comprar um mp4 ou ipod de 4G;

8. Não usar a internet aos sábados por 01 mês;

9. Ir dormir no máximo até as onze da noite de domingo a sexta;

10. Me alongar todos os dias na companhia de uma amiga;

11. Fazer um curso de francês;

12. Estudar até as disciplinas mais chatas;

13. Bajular algum professor para conseguir um projeto de pesquisa;

14. Hidratar os cabelos uma vez por semana;

15. Comprar um mural p/ colocar minhas fotos;

16. Comprar uma cômoda com sapateiro;

17. Continuar a terapia;

18. Fazer os exercícios indicados pela fonoaudióloga;

19. Chegar na faculdade até no máximo 08h;

20. Não faltar ao dentista;

21. Ler pelo menos 15 livros nesses 365 dias;

22. Fazer cinema em casa uma vez a cada duas semanas com minhas amigas;

23. Tirar a carteira de habilitação;

24. Me esforçar para manter o relacionamento estável com todos;

25. Sentir o vento na pele;

26. Comprar e cuidar de uma planta;

27. Estudar a lição bíblica toda semana;

28. Ler todos os livros que comprei de Clarice;

29. Ler a coleção completa de Freud;

30. Comprar o livro Psicologia e Religião, de Jung;

31. Comprar e ler no mesmo mês um livro de Kant;

32. Ler o livro A condição Humana de Hannah Arendt e fazer uma resenha sobre;

33. Comprar uma estante pra colocar todos os meus livros;

34. Reler Meu Pé de Laranja Lima;

35. Ser mais tolerante com meus próprios erros;

36. Comprar uma meia calça preta;

37. Perdoar mais;

38. Rir mais;

39. Não afastar as pessoas de mim por mais medíocres que as ache;

40. Usar perfume mais vezes apesar da rinite;

41.

42. Me arriscar mais;

43. Ensinar xadrez a alguém;

44. Escrever sobre minhas mudanças;

45. Retirar minhas máscaras de defesa em troca de algo melhor;

46. Contar minhas histórias de infância no blog;

47. Perdoar os erros do meu pai;

48. Ser mais paciente com minha mãe;

49. Arrumar um estágio voluntário em psicologia;

50. Ouvir mais minha irmã;

51. Não aceitar sentimentos negativos dos outros;

52. Marcar um encontro com grandes amigos nas férias;

53. Praticar alguma atividade física o ano todo (andar de bicicleta nas férias);

54. Superar meus principais medos;

55. Abrir o sábado com um momento de adoração e fechar com uma leitura da palavra e uma oração;

56. Pensar quatro vezes antes de falar alguma verdade pra quem quer que seja;

57. Ler uma peça de Shakespeare e decorar;

58. Ler mais dois livros de Oscar Wilde;

59. Concluir os livros que deixei pela metade;

60. Aproveitar meu aniversário ao máximo;

61. Passar menos tempo na internet;

62. Fazer um check up nas férias;

63. Tomar o remédio pra ansiedade todos os dias;

64. Ir pelo menos a dois grandes congressos de psicologia;

65. Comprar/ganhar um som mp3 c/ entrada USB;

66. Não aceitar ser explorada/não explorar nos trabalhos da faculdade;

67. Continuar escrevendo o artigo científico;

68. Conseguir publicar o artigo numa revista influente;

69. Estudar pelo menos 3 ou 4 horas por dia;

70. Pesquisar sobre mestrados e escolher o meu até o final do ano;

71. Decidir em que área vou fazer o estágio obrigatório;

72. Fazer a inscrição do vestibular da unicap para o curso de letras;

73. Tentar o vestibular para o curso de filosofia na UFPE;

74. Ler o livro O homem, Esse Desconhecido;

75. Assistir três clássicos de Audrey Hepburn;

76. Comprar e ler no mesmo mês o livro As palavras, de Sartre;

77. Ler alguma biografia desconhecida;

78. Ler todos os livros que comprei e ainda não li;

79. Após comprar os livros da lista, não comprar mais durante 05 meses;

80. Assistir todos os filmes de Almodóvar;

81. Freqüentar a igreja todos os sábados;

82. Não esperar nada de ninguém;

83. Influenciar alguém positivamente;

84. Parar de andar de moto táxi desnecessariamente;

85. Me inscrever em algum concurso público;

86. Conhecer pelo menos 3 cidades diferentes durante o ano;

87. Fazer novas amizades;

88. Roubar um beijo de alguém;

89. Não sair correndo após ter roubado o beijo;

90. Doar um livro muito precioso a alguma amiga;

91. Voltar a escrever cartas;

92. Chegar aos 63 kg novamente e mantê-los;

93. Voltar a doar sangue;

94. Ler todos os livros de Jane Austen;

95. Não brigar com ninguém pelo MSN;

96. Participar novamente de algum concurso literário;

97. Tomar banho de chuva e em seguida tomar sorvete e não gripar;

98. Não deixar acumular roupas sujas;

99. Beijar um cara lindo e dizer para todas as minhas amigas;

100. Entrar numa loja de roupas provar tudo o que gostar e sair sem comprar nada;

101. Fazer uma viagem inesquecível para uma praia desconhecida com duas amigas loucas;

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Vita

Estou deitada e num movimento quase inerte permaneço, sim com os olhos fixos na janela que se mostra agora aberta a luz, à luz do mundo.
Além da claridade, capto também o muro alto que se estende por volta de todo o quintal.
O quintal é a minha vida.
O muro?
O muro na verdade é um eufemismo para a muralha, sim a muralha que construí.
Estou fazendo força sabe?!
Fazendo uma força descomunal pra derrubá-las.
Eu consigo, eu sempre consegui o que quis.
Há tempos que não me vejo tão feliz assim, feliz de rir de mim, feliz de chegar a cair, cair de medo, de felicidade, de horror pela vida, e que vida!
Estou com a janela à vista, mas a porta já está destrancada, já vejo o reflexo da luz entrar pela fechadura e sinto, sim eu já sinto a vida novamente olhar pra mim com prazer e dizer: como é bom te rever!

sábado, 20 de novembro de 2010

Passando

Aquele vento frio da noite me acalmava, sabe? Eu podia sentir Deus na brisa forte do mar.
As coisas mudaram, se você não sabe! Agora mesmo estou escrevendo a lápis num caderno usado da faculdade, não meu, mas da minha irmã.
Formaturas se passaram, as crianças já cresceram. Anna já fala português e o inglês?
O inglês se esquecera, como eu, se esquecera também. Hoje nos parecemos mais, e que bom!
Temos infâncias semalhantes: casa dos avós, balanços e aventuras.
No feriado me assustei, minha prima antes caçula, já é "moça". Meu avô já se cansa e minha avó já dorme a tarde.
Os cachorros já estão adultos, Willy de barba branca. Bob com as ocorrências da velhice: faltando alguns dentes. Meu quarto, agora de hóspedes, meu guarda-roupa quase vazio. Minhas amigas de infância com filhos.
É difícil não querer, como é difícil.
Mas mais difícil é querer olhar pra trás e aceitar as condições impostas implicitamente pelas próprias escolhas realizadas a tão pouco tempo assim.
O duro não foi sair de casa, o duro foi resistir e sofregamente perseverar e persistir e não fugir do objetivo que escolhi. Mas sou forte, na minha fraqueza eu sei que sou forte porque quem está comigo é fiel até o fim. Não vou abandonar o que desejei de melhor pra mim, pra elas, pra eles que ficaram e acreditaram no melhor de mim.

Agora


Agora, foi agora que percebi que não podia continuar abandonada assim.
Hoje, ontem.
Ágora entre eu e as multidões de mim.
Agora entre o que escolhi e o que desejo seguir.
Passei, passado. Não quero mais me atrever a olhar para o abismo que atravessei e encontrá-lo chorando de saudade aqui.
Minha memória não morreu ali com todas as coisas que deixei, minha memória está viva, meu coração ainda pulsa e eu quero o presente que optei sim.
Quero a serenidade das grandes mentes, não a solidão dos grandes mestres.
Preciso sentir-me presente na realidade de hoje, de agora, na ágora das multidões de mim.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Ponto

Gosto de ver o mundo pela cortina dos meus cabelos assanhados, de sentar embaixo da sombra de uma grande árvore e de deixar passar as horas assim sem medo.
Sem medo de me sentir inútil depois, sem culpa por achar que o andar dos ponteiros tornou improdutivo o meu dia;
Sem me comprovar a ideia tola de que as poucas horas entregue aos pequenos prazeres da vida, são desperdícios de minha limitada existência aqui.
Não sei o que deu em mim, alguma coisa alguma coisa de estranho parou e ponto.
Alguma coisa que me tirou o sabor da vida. Já nem sei mais pensar, já nem sei nem sei se tive saber. É como se tudo fosse um zero, um enorme e insignificante zero à esquerda de mim.


Alguma coisa grave me fez ficar assim nesse hoje de ontem.
Tenho tanto, tanta...sei lá o quê!
Raiva? Nem sei.
Alguma coisa que nem sei me deixou assim, quase homem, quase imóvel, quase fóssil.
Quero o querer de volta, o meu mergulho diário em mim quero de volta.Minhas profundezas quero de volta, sim sim o meu pertencer quero de volta: quero viver!