Aqui já usei quase todo o meu repertório masoquista e desfiz boa parte das minhas ideias comunistas. Esse espaço é meu, mas desejei compartilhá-lo com o mundo, se você faz parte dele...Então seja muito bem vindo(a)!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Música meu amor

Há músicas que lembram chocolate, outras amor, outras ainda endorfina pura, quente e fresca. Homens barbudos e amor, muito amor. Não sei qual delas seja mais perigosa, não sei se posso denunciar-me aqui, só sei que tenho sentido enormemente a falta de um amor para amar, para acariciar e dizer que é meu.

Tenho desejado isso e já faz tempo, mas só me lembro com algum flash back forçado, com alguma pressão do ambiente, com alguma tia caretona e doente.

Eu quero mesmo me entregar ao amor de um ser deficiente, tanto quanto eu errante, mas que seja no mínimo um amante das artes, da literatura e do amor, acima de tudo do amor. Quero acordar de madrugada com uma mensagem recebida, quero poder reclamar quando não ouvida, quero ter reciprocidade no olhar.

E sentir. Sim, sentir a chama que arde por dentro quando enfim encontrar minhas projeções dizendo: sim, você se achou num outro ser tão diferente assim.

Tudo novo de novo

Eu gosto de ver o reflexo da janela pela TV desligada do meu quarto. De sentir prazer por tão pouco, de rir por nada, de me emocionar pelo silêncio gostoso que minha alma adora ficar. De permanecer largada pelas ideias mirabolantes que surgem quando acordo depois de uma boa noite de sono. De pensar nos meus amigos, nos livros não lidos, nas histórias vividas e recontadas. Dos pensamentos quase sempre esquecidos, de tudo o que não foi escrito, de um amor não resolvido, de algum idiota pra detestar.

Ah eu amo, amo mesmo a simplicidade de onde vim, os absurdos infantis que costumo sempre ouvir, do carisma dos amigos, do sorriso desmedido quando estou à vontade, do olhar de uma criança, da renovação das esperanças. De saber que voltarei, para mim eu voltarei. De ter uma família para amar, amigos para aconselhar e risadas, muitas risadas para dar.

Eu amo, amo mesmo e sou grata a Deus porque “tudo se fez novo”!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Aprendendo a viver

"Aprendi que se aprende errando;
Que crescer nao significa fazer aniversário;
Que o silencio às vezes é a melhor resposta;
Que amigos conquistamos sendo nós mesmos;
Que os verdadeiros amigos estao conosco até o fim;
Que nao se espera a felicidade chegar, mas se procura ela;
Que quando penso saber tudo, ainda nao aprendi nada;
Que a natureza é uma das coisas mais perfeitas na vida;
Que amar significa se dar por inteiro;
Que apenas um dia pode ser mais importante do que muitos anos;
Que se pode conversar com as estrelas;
Que se pode confessar com a lua;
Que se pode viajar além do infinito;
Que sonhar é preciso e procurar realizar esses sonhos é ainda mais necessário;
Que se deve ser criança a vida toda".
Que nosso ser é livre!!!Que Deus nao proibe nada em nome do amor;
Que o julgamento alheio nao é importante;
Que o que realmente importa é a paz interior".


Pelo novo que aconteceu
Pela abertura que se mostrou
Pela Urati
Por Mirelle, Thyale, Helder e Janne
E por mim que me permiti chegar até aqui,
Obrigada.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Café com açúcar

O sol da meia noite me acordou bem cedinho e vi, vi o som dos pássaros baterem no ar mudo e doce da minha solitária manhã. Despertei para a vida como quem desperta para enfrentar um gigante, e mesmo que tenha certa altura para enfrentá-lo, ainda me é difícil não fraquejar e correr.

Já acordo com o desejo de dormir e nem sei por que tive que dizer isso aqui. Não tem sido fácil escrever e poucas são as vezes que venho a mim mesma dizer. Por hora não me importa, este blog é ficção, a vida que levo também.

Entregue ao meu desejo permaneci por alguns milênios, no entanto o tempo quis promover armadilhas e não suportei, abruptamente levantei e com um apetite incomum me assustei.

Um apetite voraz de comer-me viva ressoou len-ta-men-te dentro de mim. E o inesperado surgiu no que pensei: fazer-me comida num café preto bem quente, sem leite e sem açúcar. Não porque gosto, Deus nos livre de café preto com suas toneladas de cafeína sem direito a um pouco de leite ou glicoce para amenizar, por Sidarta, Maomé ou quem quiser...estou amargando!

O bom e o ruim disso é que percebo esse mau gosto;

Preciso de sacarose urgente, sim um caldo de cana forçado. Adoro doces, odeio caldo de cana. Mas enfim, eu sei que preciso do açúcar fundamental, do leite fundante para sobreviver aqui sem presunções, sem muitas satisfações; só quero sentir o melhor de mim sem ter que ser num café amargo assim.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Tristeza

Quando eu era criança, toda vez em que ficava triste eu me escondia.
Escondia não sei de quê, acho que da tristeza mesmo e de todo, a fuga não era tão ruim assim.
No menor sinal de tristeza, eu corria para me esconder fosse embaixo de uma cama, dentro de uma máquina de costura velha ou mesmo no sóton abandonado à poeira e aos ácaros. Algumas vezes fiquei dentro do guarda roupa, outras dentro do baú do que era a cama de casal deles, não interessava muito o lugar desde, é claro, que o meu objetivo não fosse frustrado.
Tudo o que eu queria era me isolar num lugar completamente improvável de outra presença a não ser a minha própria, e o mais interessante disso tudo é que para surpresa de todos eu continuei com este hábito.
Quando estou triste me isolo na solidão do meu silêncio e na perplexidade dos meus pensamentos; e como tudo isso me reverbera a alma. Como me é necessário esses momentos a sós, como me tornei incrivelmente reflexiva graças a tais horas ao relento fugidia.
A tristeza mudou apenas de proporção, hoje o que é diferente é que, as motivações que despertavam em mim tal sentimento mudaram e claro, não mais ao menor sinal dela sinto desejo de me esconder, até porque já não há mais sótons ou ainda guarda-roupas que comportem as minhas enormes pernas e as grandes tristezas da vida adulta.