Aqui já usei quase todo o meu repertório masoquista e desfiz boa parte das minhas ideias comunistas. Esse espaço é meu, mas desejei compartilhá-lo com o mundo, se você faz parte dele...Então seja muito bem vindo(a)!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Ao amor




Esse mês faz um ano. Um ano que resolvi tomar as rédeas da vida, e demorei porque sabia...Grandes dificuldades eu teria! É que estava implícito, eu renunciaria a inautencidade que me sustentou por três longos e dolorosos anos aqui.

Eu precisava me amar, não é que seja tão difícil...é que eu não compreendia como a pessoa que sou se transformou na pessoa que hoje é. Não queria tolerar e respeitar o que precisei me tornar para sofregamente suportar. A realidade de tudo na minha vida mudou e eu precisava acompanhar. Não poderia substituir aquilo que naturalmente sou, ninguém pode, mas inutilmente tentei.

Tentei porque fui amplamente criticada, duramente excluída, fatalmente julgada.
Tentei porque a dor era maior do que a ausência, do que estar só num mundo desconhecido. A dor era por me fazer lembrar coisas piores que eu tive que passar.

Já não havia mais o meu mundo de lá, não podia então confiar.
E intolerância por tolerância hoje eu tive que trocar.

Porque para amar é preciso renunciar, porque amar é uma escolha e eu escolhi não mais me maltratar. Eu necessitei do meu carinho e agora estou pronta para finalmente me olhar.

Fundo, olho no olho. E ver neles luz, esperança, salvação.
Não mais olhar para trás, para a vida que deixei.

Eu quero recomeçar em mim e depois retomar os vínculos das pessoas que nunca quis magoar, mas magoei. Porque me abandonando abandonei todos que amei, todos que um dia falei: não vou te deixar. Eu desprovida de afetos por mim mesma, me deixei. Largada por rejeitar aquela que absurdamente me tornei.

E hoje me admiro porque do outro lado provei e reconhecendo as potencialidades humanamente minhas, desafiei.  A vida para um duelo, que sei...Surpreendentemente sei que sou mais forte do que um dia pensei.

Por isso, hoje, agora e sempre me respeitarei.


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